Botando a mão na massa

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“ Não te lembra do barraco amarelo
Onde o nosso amô cabô?
Tinha um barranco do lado
Que, coitado! com a chuva
Desabô ”...

No meio da favela, no alto do morro,
Nos fundos do barraco em construção,
Rose lavando roupa
Cantarolava essa canção.

Sob o sol do meio dia,
Suor da cara escorria.
Rubão com os olhos comia
Aquela morena tentação.

Bunda gorda de tanajura,
Saia abaixo da cintura.
Com o pano no rego incrustado,
A morena de cabelo “arvuraçado”
Tirava do pedreiro eriçado
toda sua concentração.

O saculejo da gostosa
Assanhava a pica de Rubão.
“Ai!! se ela me desse mole!
Eu comia esse rabão”!!

O pedreiro assanhado,


perdendo a noção,
Larga pá e argamassa
Pra mandar aquela letra sem graça:

- E aí, carnão!!Gosta de churrasco?!!
Toda alegre e faceira,
Sem entender a pergunta grosseira,
Diz um “sim”com todo o charme...

Mais rápido que pode,
babando feito bode,
O abusado lhe trai:

- Venha logo, morena!
vou enchê teu cu de carne!!

De roupa molhada,
Aquela beleza de carnes fartas
Vira o corpo na ligeireza
fala com aquela delicadeza:
-Vê se te enxerga, Rubão!!!
Meu rabo num é pro teu bico, não!!

O safado entesado
Cheio de atitude
Arranca o pau do calção:
-Dá uma olhada no chapocão!!!

Rose, de olho arregalado,
Deseja o pau avantajado ...


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