Conflito de Gênero – Menino? Não, Menina! Parte 10

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Aquele último ano na faculdade foi complicado pois tive que me empenhar muito para não ter nenhuma reprovação o que mudaria meus planos para a cirurgia. No final me formei sem nenhuma pendencia e o melhor de tudo foi que fui convidada a trabalhar em definitivo no escritório onde eu fazia estágio e é claro que aceitei. Além de ser tudo o que eu queria em termos de profissão, todos gostavam de mim e eu era respeitada.
No plano afetivo continuei namorando e nós transávamos gostosamente. Ele estava apaixonado, mas eu não. Gostava dele, gostava de ter ele a meu lado e principalmente de fazer sexo com ele, mas eu não o amava e, portanto, eu não deixava a relação evoluir. Mas eu sabia que após a cirurgia precisaria ter um homem de confiança e que fosse gentil e ele era a pessoa certa. De todo modo passamos ótimos momentos naquele ano e eu me esforçava para agradá-lo sexualmente e como ele disse naquele primeiro dia, eu fazia tudo o que ele queria.
E quem se reaproximou de mim naquele ano foi minha ex-esposa. Ela ficou sabendo de minha situação através de minha mãe com quem ela sempre manteve um contato mais intenso do que aquele que tínhamos. Mas após nos reencontrarmos e eu colocá-la ao par de tudo, ficamos amigas intimas. Ela foi uma força que me ajudou em meus preparativos para a cirurgia. E meu amor por ela só aumentou. Como eu já disse, a alma dela era o amor de minha vida, não importava quem fossemos. Juntas e com a ajuda de minha mãe e indicação de minha doutora, pesquisamos as clinicas onde minha cirurgia poderia ser feita e entramos em contato com cada uma delas solicitando todas as informações necessárias, inclusive o custo. Foi uma pesquisa intensa e após muita análise e com a ajuda delas eu escolhi um clinica em um país não muito longe do Brasil onde há um centro especializado nesse tipo de cirurgia. Definido o local recebi as instruções.
Seis meses antes eu teria que viajar até lá para me submeter a exames e fui o que fiz, acompanhada de minha ex que se dispôs a viajar comigo pois minha mãe estava trabalhando e tinha se preparado para se afastar uns dias quando fosse a cirurgia e assim poder viajar comigo e depois me ajudar por alguns dias. Quando chegou as férias da faculdade, aproveitei o momento e viajamos para os meus exames preliminares. Meu namorado tentou ir junto, mas eu disse a ele que não o queria envolvido nos processos de minha transformação. Isso quebraria o clima e não seria bom para nosso relacionamento. Ele aceitou, mas ficou um pouco triste. Fazer o que, eu não queria que ele recordasse tão intensamente que eu não era uma mulher, apesar de ele conhecer meu corpo muito bem. Era uma coisa minha, difícil de explicar e meu desejo foi atendido.
Fui recebida muito bem pelo cirurgião que faria a cirurgia, e por

três dias fui submetida a todo tipo de exames. No final ele me disse que não via nenhum tipo de dificuldade extra na cirurgia e eu nem precisaria tirar com laser os pelos de meu saco escrotal que seria utilizado para refazer a vagina pois eu praticamente já não tinha pelos lá. O único problema é que após a cirurgia eu quase não teria nenhum pelo em minha nova vagina, mas que por outro lado teria a face externa da vagina com uma pele bem lisa e clara. Sem dizer nada a ele, fiquei até que feliz pois meu sonho sempre foi ter uma vagina sem pelos e isso só me facilitaria as coisas. Ele continuou dizendo que de qualquer modo eu deveria obrigatoriamente ter um acompanhamento psicológico e apresentar o relatório psicológico antes da cirurgia mostrando que eu estava pronta para aquela alteração em meu corpo. Expliquei a ele que já estava com esse acompanhamento desde que minha doutora sugeriu, mas que em meu caso, diferente da maioria dos que ele tinha, não haveria nenhum problema, pois como ele bem sabia pelos exames que levei eu já era mulher e que meu problema não tinha sido ter nascido em um corpo de homem mas sim, uma genitália masculina ter nascido em meu corpo de mulher. Ele concordou comigo, mas disse que de toda forma, por exigências legais em seu país eu teria que apresentar os documentos ou a cirurgia não seria feita. E durante todo esse processo e todas as consultas onde podia estar presente, minha ex-esposa me acompanhou me dando uma leveza de espirito inexplicável. Ela me deixava serena como ninguém mais fazia. O que mais me assustou foram os procedimentos cirúrgicos após a cirurgia que seriam bem dolorosos, mas por tudo que eu já tinha passado em minha vida não seria isso que iria me impedir de ser quem eu era.
Voltamos ao Brasil e eu voltei às minhas aulas e a meu trabalho. Nesse momento eu tinha uma pequena preocupação com minha mãe. Desde que meu pai havia falecido, ela teve que assumir o trabalho dele e me ajudar em meu problema. Por esses motivos ela não tinha namorado ninguém. Era uma preocupação para mim, pois no futuro eu poderia sair de casa quando me casasse com alguém e ela ficaria sozinha. E eu não queria que ela ficasse sozinha por amá-la e também por tudo que ela estava fazendo por mim. Ela era uma mulher bonita. Era loira e foi dela que puxei a maioria de meus atributos. Inclusive a facilidade de não engordar. Eu não estava engordando nem com os hormônios que eu estava tomando, se bem que a dose era pequena. E minha mãe também mantinha um corpo bonito. Só 22 anos mais velha que eu ela estava naquele momento com 44 anos. Era jovem ainda e tinha muito tempo para ser feliz. O problema maior eram as roupas conservadoras demais que ela insistia em continuar usando. E ...


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