Conflito de Gênero – Menino? Não, Menina! Parte 04

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Pelo que aconteceu na noite anterior eu deveria ter acordado a pessoa mais feliz do mundo, mas não isso que aconteceu. O peso daquilo tudo caiu como uma bomba sobre minha cabeça. Eu tinha ido longe demais. Uma garota saindo da pré-adolescência se comportando como uma devassa. E pior para minhas culpas, eu era um garoto ainda que estava atravessando uma linha que eu sabia que poderia não ter mais volta. E como eu ia explicar isso para meus pais, avós e família? Como eu ia assumir isso? Eu não tinha essa coragem e essa força. Eu era uma pessoa frágil no eterno conflito interno e com toda a culpa da sociedade sobre mim. Fiquei triste todo o dia e minha primas perceberam e me perguntaram. Me desculpei dizendo que estava triste porque era a última semana de férias e na próxima semana teria que voltar ao colégio interno para o último semestre que passaria lá. Eu já tinha decidido com meus pais que no próximo ano era para escola de segundo grau mais próxima de casa. Minhas primas entenderam minha situação e não me perguntaram mais nada.
Passei todo o dia remoendo tudo aquilo. O que havia acontecido era exatamente o que eu queria para a minha vida, mas todo o entorno me obrigava a ser um menino, ainda que minha aparência era cada vez de uma garota. Todo mundo já percebia isso. Eu já estava com os quadris bem arredondados e um pouco mais talvez ficasse até exagerado. Minha cintura estava ainda mais fina e minhas pernas torneadas como nunca, possivelmente pela natação que era o esporte que eu fazia no colégio interno. Meus seios com a ginecomastia já enchia por completo o sutiã 40 de minha prima de 14 anos. E o cabelo quase nos ombros, só um pouco mais curto. Todos me viam vestido de menino e isso enganava um pouco, mas o meu maior problema era a natação no colégio interno. Com vergonha de meu corpo para os meninos eu escolhia sempre o horário que não havia ninguém na piscina para praticar meu esporte.
Eu ainda estava dolorida e com certeza mesmo que eu quisesse não daria para fazer nada naquele dia. Quando chegou a noite, o sentimento de culpa foi maior e eu não fui ao posto e também nem coloquei as roupas de minhas primas. Eu tinha que ser homem. Seria melhor para todos e muito mais fácil. Para todos não, para minha família e para a sociedade, não para mim que era uma mulher, agora com corpo de mulher com apenas algo a mais e que havia nascido homem. Era um conflito infinito dentro de mim. Nos dois dias seguintes também resisti. Fiquei na casa de minha tia só vendo TV. Eu tinha até medo de sair por achar que todos podiam saber de meu segredo. Meu rabinho já estava praticamente curado o que me fazia lembrar um pouco menos daqueles momentos maravilhosos que passei. Mas as férias estavam acabando e eu só tinha mais 2 noites antes de voltar para o colégio e isso estava me pressionando. Se eu não fosse lá ficaria os próximos 4 meses sem vê-lo e quando eu voltasse talvez ele nem se lembrasse mais da Bruna.
Então naquela noite após 3 noites resistindo, não resisti e voltei ao posto. Quando me viu ele disse que tinha ficado preocupado e que quase foi visitar minha tia para saber se eu estava bem. Aquilo me assustou, saber que ele estava disposto a ir até a casa de minha tia para saber de mim. Em minha cabeça achei que todos poderiam ter desconfiado se ele tivesse feito isso. Era só meu sentimento de culpa, pois ele ia frequentemente a casa de minha tia e todos estavam acostumados com sua visita. Ele ficou lá atendendo os clientes e eu o ajudando como se nada tivesse acontecido. Até que os clientes pararam de chegar e ele me chamou para nos sentarmos naquelas famosas cadeiras. E não demorou muito para entrar no assunto. -A Bruna não veio mais, fiquei com muita saudade dela. Gostaria tanto de vê-la novamente. Sei que ela logo vai embora e vou ficar com muita saudade. Aquele jeito dele falar de mim na terceira pessoa como Bruna me fez sentir bem. Ela havia entendido de verdade quem eu era. Mas minha resposta a ele não foi muito animadora.
Disse a ele que estava com sentimento de culpa, que se meus pais descobrissem seria uma tragédia, que eu jamais poderia assumir publicamente e que se continuássemos alguém poderia descobrir eu ficaria em uma situação terrível e até poderia ser expulsa de casa. Pelo menos era isso que meus pais fariam se descobrissem tudo, principalmente meu pai. E claro que ele iria usar de todos os argumentos que um sacana

usa para mudar aquela minha forma de pensar. Primeiro ele me disse que entendia meus medos, mas que ninguém iria descobrir se eu não falasse para ninguém, pois ele é que não poderia contar porque era casado e se contasse perderia a esposa e filhos. Também mostrou que sabia a diferença entre quando eu era Bruna e quando não era e que sempre que eu não fosse a Bruna ele me trataria como um garoto na frente de todos. E finalizou que se a Bruna não aparecesse ele ficaria bem triste porque ela iria embora e nas próximas férias nem sabia se poderia encontra-la novamente pois pretendia contratar um funcionário para colocar no período da noite no posto.
Como não poderia ser diferente todas aquelas palavras me abalaram, até porque era tudo que eu queria, mas meu sentimento de culpa não estava deixando acontecer. E foi então que ele deu o golpe final. -E a Bruna ficaria ainda mais linda nas roupas que comprei para ela. Além é claro, da surpresa que eu vou fazer para ela. Meu rosto me denunciou. Eu estava em êxtase com com aquilo que ele me dizia. Queria saber que roupa e qual era a surpresa. Mesmo assim tentei me segurar e me fazer de desentendida. Foi quando um cliente chegou no posto. Ele me disse para não ir ajuda-lo e enquanto ele atendia para eu olhar no escritório o que estava encostado na parede e a caixa no chão perto. Fui correndo. E quando cheguei lá, já vi logo qual era a primeira surpresa. Tinha um colchão de solteiro encostado em pé na parede que me deixou arrepiada. Eu nunca tinha brincado com alguém em um colchão de verdade. Sempre tinha sido em lugares totalmente desconfortáveis. Com certeza ele estava mal-intencionado.
Mas o que mais eu queria era ver as roupas que ele havia comprado para a Bruna. Eu estava com as mãos tremendo quando abri aquela caixa grande. Logo que abri, por cima tinha um vestido floral de alcinhas, aquele que se usa muito na praia. O coloquei encostado em meu corpo e adorei e parecia que estava perfeito o tamanho. Embaixo haviam duas minissaias. Não muito curtas. Uma branca de pregas e outra preta com tecido molinho. Eram saias normais que garotas na minha idade usavam. Depois tinha duas blusinhas de cotton que ficariam grudadas no corpo. Uma com florais rosas leves e outra e outa branca um pouco transparentes como aquela da filha dele. Uma por uma coloquei as peças sobre meu corpo e parecia que ele tinha acertado no tamanho. Mas o que eu mais queira era ver as lingeries. E havia 2 sutiãs e 4 calcinhas. Os sutiãs eram de bojo e faziam conjunto com 2 calcinhas. Eram daquele tipo teen com desenhos de bichinhos, Um com fundo rosa e outro branco. As calcinhas eram bem larguinhas. Tudo para ser usado por uma garota na adolescência. Uma outra calcinha era de renda branca também larguinha e a outra em lycra tipo tanga preta. Essas duas calcinhas eram mais adultas, mas nada ousado de mais. Parecia que ele queria que eu fosse mesmo uma garota na adolescência e era assim que eu gostaria de me vestir. Eu não tinha aquele desejo de calcinha fio dental, espartilho, etc. Eu era uma garota e queria me parecer com uma garota. E por fim uma sandália, novamente annabela com o salto largo e grande que talvez fosse mais fácil para eu me equilibrar e outra sandália rasteirinha branca. Uma autêntica menininha. E para finalizar um batom rosa. Acho que ele havia gostado de meus lábios em rosa e repetiu a cor.
Eu estava suando frio de tanta vontade de experimentar tudo aquilo. Minhas culpas me atormentavam ainda, mas naquele instante que vi todas aquelas roupas em cima das mesas me decidi. Eu só teria mais duas noites ali e não iria perder a oportunidade. Depois eu voltaria ao normal. Foi quando ele entrou e eu dei um sorriso enorme para ele mostrando toda minha felicidade. E ele logo foi falando que aquelas roupas eram todas da Bruna e estariam lá disponíveis sempre que ela quisesse aparecer e finalizou com um lindo sorriso. E disse que o colchão estava sobrando na casa dele e que ele tinha dito para a esposa que iria trazer para o posto para ele descansar quando estivesse cansado, mas me disse que na verdade era para dar mais conforto para a Bruna e trata-la como ela merece. E foi então que ele perguntou: -E a Bruna vai aparecer hoje ou não? Abri um sorriso e disse: Acho que vai sim. Com qual roupa você acha que ela deve vir? -Bonita como ela é pode vir com qualquer uma que vou adorar. Então enquanto ela se apronta vou fechar ...


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