Descobrindo a sexualidade

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*Baseado em relatos reais*

I

Em uma favela da Zona Leste de São Paulo Capital morava Daniel. Filho único, vivia junto com seu pai e sua mãe. Sua família era pobre, seu pai comerciante e sua mãe diarista. Por isso, sempre prezaram para que ele estudasse para que pudesse ter uma vida melhor no futuro. E nessa fase da sua vida, estudava o último ano do ensino médio pela manhã em escola pública estadual, fazia um curso de aprendizagem industrial a tarde e ainda fazia, a noite, um curso técnico de Comunicação Visual em uma escola técnica no bairro Campos Elísios, centro da cidade. Era uma vida corrida para um jovem de sua idade, mas ele queria ser um motivo de orgulho para seus pais.

Ele tinha acabado de completar seus 18 anos de idade. Daniel tinha estatura mediana, com lábios carnudos, magro, mas com uma bunda avantajada para um homem. Vivia toda a pressão que a maioria dos adolescentes passam na sua idade. Primeiro beijo, namoro e sexo. Porém, o que mais lhe interessava era transar. Ele era o único dos seus amigos que não tinha feito ainda, por falta de tempo para conciliar com esse desejo. Sempre conversava com os amigos sobre garotas e sobre as experiências de quem já havia transado. Às vezes eles cabulavam aula para assistir pornografia na casa de um amigo que morava perto da escola. Todos ficavam vidrados nas performances femininas. Mas, Daniel ficava vidrado nos homens e seus pênis. Sempre fingindo que estava curtindo como os demais. Entre eles tinha Fernando, um rapaz negro, alto, extrovertido, gordo e com a maior piroca entre os meninos. Uma vez ele havia mostrado para todos para provar seus dotes. Daniel havia adquirido uma paixão por ele. Em casa, pensava nele e masturbava-se.

No final daquele ano houve uma confraternização na casa de um amigo. A festa foi regada de cerveja e drinks. Levemente alcoolizado, Daniel chega até Fernando e diz:

- Mano, tô a fim de perder o cabaço hoje. E queria que fosse com alguém especial...

- Vixi, então vai ser hoje! E eu posso ajudar ocê!, disse Fernando. Isso encheu Daniel de esperanças. Parecia que o Fernando estava no papo.

- Tá vendo aquela mina ali, a Sabrina? Ela está muito a fim de cê, mano. Cê quiser eu posso ir lá falar com ela para colocar cês dois num quarto. Que tal?, disse Fernando, frustrando os planos de Daniel.

- Faz que cê quiser, mano..., disse Daniel desapontado.

Então, Fernando foi até Sabrina, conversou com ela, que topou ficar com Daniel. Sabrina tinha a mesma idade que Daniel, morena, baixa, com seios médios e uma bunda grande, redonda e dura. Foram para o quarto dos pais do amigo dono da casa. Estava escuro. Começaram se beijando. Em seguida Daniel passou a mão no seio de Sabrina e ela foi passando a mão sobre a calça de Daniel na região do seu pau. Estavam afoitos. Ela tirou a camisa e o sutiã e pediu para ele chupar seus peitos. Ele prontamente atendeu seu pedido. Em seguida Sabrina tirou o restante da roupa e ele também. Ela virou, empinou sua bunda na direção da piroca de Daniel e pediu para foder ela bem gostoso. Ele colocou a camisinha, pegou na sua cintura e colocou seu pau que entrou fácil, pois ela estava muito excitada. Começou a meter pressão. Ela dizia para ir mais rápido. Ele atendia. Ela ia gozar. Começou a massagear o clitóris. Em seguida ela gozou, que gritou de prazer. Sem demora foi ele e gemeu alto também. Os amigos dele, que escutavam tudo por de trás da porta do quarto, comemoraram e zoavam os dois depois dos urros de prazer. Os dois se vestiram e voltaram para a festa.

Todavia, Daniel não se sentiu satisfeito, não foi nada do que esperava. Sentia que faltava alguma coisa. Seria expectativa demais? Ele realmente queria isso com a Sabrina?

- Ah, como eu queria que fosse você no lugar de Sabrina!, pensava Daniel depois de se masturbar no banheiro de sua casa pensando em Fernando.

No final das contas, ao menos ele se livrou de mais uma pressão na sua vida de tantas que já existiam.

II

A vida seguiu. No ano seguinte, restava somente o último módulo do curso técnico que fazia. Nessa escola, Daniel possuía um amigo na sua turma chamado Rogério. Viviam juntos, pois sempre caminhavam juntos até a estação de metrô com um grupo de outros colegas. O que rendiam-lhes a chacota de “marido e mulher”, deixando Rogério raivoso com essa brincadeira, pois era muito preconceituoso com relação a homossexualidade, mesmo que de brincadeira. Rogério era alto, musculoso, sempre cheiroso, muito vaidoso e mais velho que Daniel. Por conta disso, Rogério deu o apelido de “menor” para Daniel, por conta de ser o mais novo da turma em curso noturno recheado de pessoas mais velhas.

Com tanta proximidade, logo passaram a ficar mais íntimos. Rogério sempre contava e mostrava fotos de todas as mulheres com quem saia. Todas muito bonitas, o que fazia ele esbanjar um egocentrismo exacerbado. E nessas aventuras sexuais ele não escondia sua tara por sexo anal. E mesmo conhecendo tantas mulheres, nunca assumiu um relacionamento sério.

Com o tempo, Daniel começou a nutrir uma paixão por Rogério. Todo dia masturbava-se pensando nele. Chegou até ao ponto de ficar com saudade dele nos finais de semana, criando certa ansiedade para vê-lo na segunda-feira. Mas, sabia que seria impossível satisfazer-se com Rogério, por ele ser um mulherengo homofóbico.

Como era o último módulo do curso, a vida escolar tinha vários trabalhos, a maioria em dupla. Os dois sempre faziam juntos. O que fez com que Daniel começasse a frequentar a casa de Rogério. Em uma dessas vezes, os dois, depois de finalizado os trabalhos, começaram a assistir um DVD de pornografia que Rogério havia comprado. Era um compilado somente de sexo anal heterossexual. Rogério ficava empolgado. Logo, Daniel começou a perceber o volume do pau dele pela calça. E ficou imaginando chupando aquela pica, pulsando por entre seus lábios. Daniel começou a ficar excitado com aquela situação. Queria muito de entregar aquele macho. Mas, não tinha como, não havia brecha. Seu coração estava saltando pela boca.

- Olha isso, mano! Cê já fez isso?, dizia Rogério animado a Daniel. De repente, Rogério colocou seu braço aberto no sofá e começou a massagear seu pênis. Como se quisesse que Daniel reparasse.

- Como eu queria um cuzinho agora!, afirmou Rogério.

Daniel ficou confuso. Será um sinal? Aquilo estava matando ele de prazer por dentro. Será que teria seu desejo atendido? Ele não sabia o que fazer. Poderia colocar em risco a amizade deles. Mas, ele olhava Rogério massageando seu pau e queria provar o seu sabor, seu calor. Então, decidiu arriscar. Colocou sua mão sobre a coxa de Rogério e...

- Que isso, menor!, esbravejou Rogério, levantando-se com agressividade.

- Cê tá louco?! Fica na sua aí!, disse Rogério sentando-se novamente no sofá ao lado de Daniel.

Daniel ficou sem chão. Queria sair dali. Afinal, o que estava pensando? O que esperar de um safado como Rogério. Ele contaria para alguém o que fez? Não queria vê-lo nunca mais. Ficou ali no sofá, olhando para o chão, sem saber o que fazer... De repente, ouve um som de zíper. Curioso, ...


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