O Vizinho do Apê

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Olá galera, aqui é a Isadora para mais um conto. Hoje a protagonista é novamente a Ana, que já foi a personagem principal de diversos contos que eu escrevi. A última “aventura” dela foi com o Diego (O Tratamento - parte 2). Infelizmente eu e ela acabamos nos distanciando por alguns problemas que ela mesma irá contar. Segue abaixo o que ela relatou para mim.
Oi Isa. Depois de muito tempo, finalmente consegui falar com você. A última coisa que eu te contei foi quando eu fiquei com o Diego, isso em março de 2016. Naquele dia eu dormi muito feliz, quem quiser saber o porque, que leia o conto que você escreveu. Só que depois daquele dia muitas coisas ruins aconteceram comigo.
Logo no mês de abril de 2016, meus pais que sempre se deram bem, que eu nunca tinha visto brigarem (a não ser algumas discussões bobas), tiveram uma briga muito feia e ele saiu de casa. E logo se separaram. Vi minha mãe muito triste pois ela descobriu uma traição depois de mais de 20 anos de casamento.
Então começaram as brigas por causa da casa que a gente morava e resolveram colocar para vender. Tudo isso atacou muito a minha cabeça, tanto é que entrei em depressão, tive que ir num psiquiatra e até tomar remédio. E tudo isso começando em maio de 2016. No mês de agosto mudamos para um apartamento.
Os vizinho do apartamento do lado eram um casal de idosos muito legais, daqueles que tem o jeito de avós. Eles nos acolheram de uma ótima maneira. Tanto é que me tratavam como uma neta desde o começo. Sabendo que eu estava mal, cuidavam melhor ainda.
Porém, no mês de dezembro de 2016, a vizinha disse que ela e o marido iriam se mudar para um sítio que eles tinham e que um neto dela mudaria para o apartamento. Isso me entristeceu, pois eu gostava muito deles. No mês de janeiro de 2017 eles se mudaram. O apartamento ficou vazio cerca de um mês e meio, até que no final de fevereiro o tal neto dela se mudou.
Como eu quase nem saía - só para ir no psiquiatra ou outra coisa rápida - quase nem via ele, então não sabia nem quem era. Até que, na segunda semana de março de 2016, estava eu saindo do elevador quando vi ele trancando a porta para sair. Era um pouco mais alto que eu, cabelo castanho encaracolado. E era um tanto encorpadinho. Nem gordo e nem magro.
Típico de quem frequenta academia mas não para ficar bombado.
Quando ele se virou, vi que ele tinha um rosto bonitinho. Não era lindo e tal, mas também não era feio. E os seus olhos eram azuis, de uma cor que eu juro que nunca tinha visto. Era claro, mas parecia que tinha misturado com um pouco de roxo. Uma cor diferente e muito bonita. Ele me cumprimentou de maneira simples e era bem sério.
Cerca de uma semana depois, estava eu quase dormindo, quando eu ouvi umas conversas vindo do apartamento dele. Eu percebi Isa, que o meu quarto e o dele eram divididos apenas por uma parede, ou seja, o barulho que viesse de lá eu escutaria, ainda mais de madrugada que tudo fica mais alto.
As vozes eram dele e de uma mulher (moça ou menina, não sei). Davam algumas risadas e conversavam. Mas as vozes estavam longe ainda. Até que começaram a ficar um pouco mais altas e eu percebi que eles tinham entrado no quarto. Ouvi mais um risos e...silêncio. Pensei: vou dormir então.
Mas esse silêncio durou pouco, pois logo comecei a ouvir um pouco de barulho da cama, tipo uns rangidos. Começou um barulho lento, mas logo aumentou e aquele “nhec nhec nhec” ficou cada vez mais forte e seguido. Não demorou para que eu ouvi um gemido baixinho, que eu acho que era da menina que estava com ele.
Esse barulho começou a ficar mais alto e mais forte, assim como os gemidos dela. Até aí está chato, mas não chegava a me incomodar. Porém,

depois de vários minutos com esse barulho e com a menina dando umas gemidas um pouco mais altas, a cama dele começou a bater na parede, acho que a cabeceira.
E logo que esse barulho começou, a menina (não sei se ela era exagerada ou escandalosa), começou a gemer alto e dar uns certos “urros”, ainda mais quando a cama começou a bater com força na parede. Pensei que essas batidas durariam alguns segundos e parariam, mas continuou durante, pelo menos, uns 10 minutos sem parar. E só parou depois que ouvi ela dando um gemido alto e diferente, mais longo.
E aquilo me incomodou. Não só porque eram mais de 4 horas da manhã e eu não conseguia dormir, como fiquei tensa que minha mãe tenha ouvido aquilo. Por sorte ela acordou disposta no outro dia e nem falou nada. Tenho certeza que se ela tivesse ouvido me falaria algo.
Não consegui ver quem era ela, e durante a semana tudo ficava bem silencioso e não vi ele, nem na entrada e nem na saída do prédio. No fim de semana seguinte, de sexta para sábado a história se repetiu. Pelas vozes e gemidos parecia ser a mesma menina, até porque ela urrava da mesma forma, inclusive quando tinha o orgasmo.
Na madrugada de sábado para domingo, perto das 2 da manhã ouvi ele conversando de novo, mas a voz da moça não era a mesma. A da noite anterior e da semana passada tinha a voz mais “fina”, parecia novinha. Dessa vez era uma voz de mulher mais adulta. Mas a história foi a mesma: rangidos, gemidos, e as batidas na parede.
Tiveram só algumas diferenças: ela não urrava, mas dava uns gritinhos de vez em quando. E o barulho da cabeceira da cama rolou duas vezes. Na primeira durou uns 10 minutos seguidos. Na segunda eu acho que mais de 20 minutos. Nesta segunda ela fez um certo escândalo e pela primeira vez ouvi ele gemer no final. Confesso que na primeira vez isso me irritou, mas com essa outra moça eu comecei a ficar excitada.
Durante o restante do mês de março e todo o mês de abril, eu contei 5 meninas diferentes indo no apartamento dele, seja de sexta para sábado e de sábado para domingo. Algumas duravam mais e outras menos tempo. Mas as batidas na parede eram sempre altas e rolava durante um bom tempo.
Como eu estava sem transar a mais de um ano, era óbvio que, logo que minha depressão ficou mais controlada e eu passei da fase da raiva, o meu tesão veio mais forte que o normal e ouvir ele “maltratando” as meninas começou a me incomodar. Ficava durante toda a semana pensando se na sexta ou sábado ele faria algo.
Na primeira semana de maio não vi ele. Na segunda semana, na terça-feira (09), peguei elevador com ele e perguntei o nome (João Pedro). Ele perguntou o meu também, mas não passou disso. Na sexta (12) e no sábado (13) não rolou nada e eu fiquei frustrada (pode achar idiotice, mas ouvir aquilo até que era bom).
Na terceira semana, encontrei com ele na quinta (18) e ele me perguntou se eu poderia ir no apartamento dele no dia seguinte, ou seja, na sexta (19). Aquilo me pegou tão de surpresa que eu apenas disse “aham”, mas sem pensar direito. Demorei para dormir pensando no motivo de ele me querer lá.
No dia seguinte, perto das 8 da noite ele tocou a campainha e eu fui com ele no apartamento. Eu estava um tanto nervosa pois não sabia o que iria acontecer. Entramos no quarto dele e não teve como eu não reparar na cama dele e lembrar das barulheiras. A cama era de casal, maior do que o normal. E quando ele pediu para eu sentar na cama, percebi o quanto era confortável. Mas o que ele queria afinal? Instalar o suporte de tv no quarto e queria que eu visse se estava reto. Queria uma segunda opinião. Logo que terminou eu fui embora, chateada e um pouco excitada ...


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