Paulinha encontrou antigo colega, agora médico e foi consultá-lo

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(escrito por Kaplan)
Paulinha chegou em meu apartamento mês passado, sorrindo. Claro que perguntei o que era e ela me contou. Sentamos, enchi duas taças com suco e ela começou a contar.

Estava chegando aqui, andando, pois tinha ido comprar umas coisas, quando ouviu uma voz chamando: “Paula!” Olhou e viu um antigo colega de colégio, Homero.

Pararam, conversaram, ela ficou sabendo que ele se formou em Medicina, estava terminando a residência, mas já ajudava o pai, também médico, em seu consultório. O pai estava para aposentar e queria legar a clientela para o filho, então reservava alguns horários para o filho poder ficar conhecido.

E como ele era clínico geral, Paulinha reservou um horário com ele.

– Hummm… faltou contar alguma coisa, meu bem?

Ela riu.

– Você não presta, tio… adivinha tudo, né? Bem, seguinte: eu era fissurada nele, no colégio. Foi um tormento, estudamos três anos juntos, eu tentava de todo jeito, mas nada… ele era um CDF, só pensava em estudar, não saía pra festas, pra nada. Era super legal na escola, conversava com todo mundo nos intervalos, brincava…mas não dava bola pra menina nenhuma. Algumas colegas até achavam que ele era gay…

– E você notou a razão de ele levar a sério os estudos, não é?

– É… já é médico formado… tá bom, entendi a indireta. Mas ele lembrou de mim, me chamou… acho que vou gostar da consulta com ele!

Eu dei uma gargalhada… tudo que interessava a ela era a “consulta”…

– Tá bom, me conta depois como foi essa consulta!



Como ele ainda não tinha uma clientela significativa, marcara a consulta para a semana seguinte ao encontro dos dois. E lá foi ela!

E depois da consulta veio aqui me contar.

– Tio… consulta maravilhosa! Cheguei lá, achei estranho não ter uma secretária, mas ele me disse que como apenas eu iria hoje, dispensou a secretária do pai. A gente sempre pensa o melhor pra nós, não é? E eu pensei que a dispensa dela devia ter um bom motivo: eu! Olha como sou modesta!!!

– Estou vendo… modestíssima!

– Pois então. Aí entrei no consultório, ele fechou a porta, trancou mesmo. E pegou uma ficha e preencheu, igual um médico de verdade! Anotou tudo sobre mim, perguntou se eu tomava algum remédio, se já tinha feito alguma cirurgia, se tinha ginecologista, se ia regularmente… tudo que médicos perguntam quando atendem um paciente pela primeira vez.

E então falou que iria me examinar. Pediu que eu tirasse a blusa, que queria ver se eu tinha alguma pinta diferente e queria me auscultar também. Meu coração disparou. Eu estou sem sutiã… tirar a blusa significava mostrar meus peitinhos pra ele. E não deu outra, vi que os olhos dele brilharam e ele veio medir minha pressão. Franziu a testa.

Me perguntou se eu tinha pressão alta. Falei que não, era sempre 12×8.

Mediu de novo.

“Está alterada… está bem alta! Você veio correndo pra cá, por acaso?”

Respondi que não e disse a ele que não precisava se preocupar, eu tinha uma ideia de porque ela estaria alterada.

“O que seria”?
...


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