Pé quebrado, pau inteiro. As enfermeiras gostavam.

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(escrito por kaplan)
Fui visitar meu amigo Antônio Carlos. Ele tinha quebrado o pé numa das partidas de futebol de salão no clube. Levamos para o hospital e o médico que o atendeu mandou tirar uma radiografia, viu que estava quebrado e ele precisaria passar uns dois dias no hospital, pois teria de fazer uma cirurgia e depois engessar a perna por cerca de um mês… hoje é tão mais rápido tudo isso! Mas no século passado a coisa ainda não evoluíra tanto.

Achei que ia encontrá-lo meio deprimido com a situação, mas, pelo contrário, ele estava animadíssimo, muito falante… tive de perguntar que diabo era aquilo!

– Rapaz, ainda bem que só quebrei o pé… se tivesse quebrado o pau seria diferente, eu estaria de baixo astral mesmo.

– Não entendi direito…

– As enfermeiras, cara, as enfermeiras!!!

– Ah… agora entendi…

– Pois é, duas: Thamires e Leila. Cuidaram tão bem de mim que até contratei as duas para me

darem assistência aqui em casa nos dias de folga delas.

– Você é louco!

– Louco nada… elas são ótimas!

– Mas logo duas? Não bastava uma?

– Fazer o quê? Uma contou pra outra…

– Desembucha… conta tudo!

– Pois é, vocês me deixaram lá, tive de fazer uma cirurgia, pequena, mas com anestesia e tudo. Depois me levaram para o quarto, foi quando eu fiquei conhecendo a Leila. E eu fui com aqueles aventais que eles dão pra gente. E a Leila, toda solícita, me falou para trocar, porque ele estava meio sujo de sangue. E quando troquei… estava pelado, né? E ela viu meu pau e eu vi os olhinhos dela brilhando… aí me deu os remédios e falou que qualquer coisa era para eu apertar um botão que ela viria.

Não foi preciso, mas ela veio, dizendo que estava na hora do banho. Eu falei: mas com a perna engessada, como vou tomar banho? ...


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