Quem Pega Entende

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Sabe aquela situação chata de ônibus lotado em que você vai sentado no lado do corredor, e chega um macho feio e começa a se esfregar no seu ombro? Quem anda de lotação sabe do que estou falando. Não é porque o cara queira ficar roçando em você. A culpa é da falta de espaço, das pessoas que passam por trás e empurram o infeliz nas costas. E cada curva que o ônibus faz é aquela coisa desagradável de sentir um marmanjo se esfregando no seu ombro. À vezes vem bem perto da nossa cara. Se você é macho violento, como eu, dá até briga.



Quando enfim conseguiu se sentar, levantou a cabeça e me deu outro sorriso, agora com o rosto muito corado, talvez por ter sentido a rola dura na bunda, talvez só pelo esforço que fizera pelo aperto.

Então era isso: papéis invertidos agora. Ela sentada comodamente e eu de pé com o pau muito perto de seu rosto.

Em pouco tempo ela se levantou. Ia desSe eu não tivesse conseguido ajeitar as coisas dentro da cueca, o volume teria ficado evidente demais.

Eu fazia muita força pra não me encostar nela, pra evitar qualquer mal-entendido, mas era difícil. Me deram um esbarrão nas costas e eu cai por cima dela. Pedi desculpas e ela sorriu, simpática.

Naquela noite, se não tivesse sido por ela, eu teria me arrependido de ter saído mais cedo da faculdade e entrado naquele ônibus lotado. É que não queria perder o jogo da seleção faltando apenas alguns meses pra começar a Copa do Mundo.
cer. O ônibus estava menos cheio agora. Contudo, pra passar por mim, se complicou de novo. O bundão roçou na minha virilha e quase me desequilibra. Se você tem bunda grande, é assim em

ônibus lotado. Fica entalada fácil. E não reclame se tem um cabra atrás de você na posição de te enrabar; não é culpa dele.

Depois que se adiantou uns dois passos, olhou pra trás e me pareceu dar um sorriso de agradecimento.

Em breve ela desceria do ônibus e me passou pela cabeça descer também, mesmo estando ainda longe do meu bairro. Ela tinha duas grandes sacolas e pensei que pudesse pedir pra ajudar a levá-las até sua casa. Seria um bom pretexto. Levantei-me e dei um jeito de vencer o aperto e me posicionar por trás dela.

Aconteceu, porém, que o ônibus ficou parado num pequeno engarrafamento. As pessoas começaram a empurrar minhas costas e novamente me vi obrigado a colar no rabão empinado.

Nossas cabeças ficaram bem juntinhas. Parecia até coisa de namorados se agarrando, na maior safadeza, apaixonados. Dava pra sentir o perfume gostoso dos cabelos loiros, e pra ver de perto as pintinhas em volta do pescoço. Pescocinho branco e levemente suado, mas cheiroso! Minha vontade era de beijar, ou morder. Contentei-me em ficar apenas cheirando e quase babando atrás. Olhando pra baixo, só via nossos corpos unidos, ela quase abraçada por mim, com aquela bunda redondinha suportando toda a pressão que eu fazia atrás.

As pessoas ficavam empurrando minhas costas, me jogando contra ela, que estava entalada e não conseguia ir mais pra frente. O pau muito duro, tinha escapado da cueca e estava quase livre e solto dentro da calça, ameaçando romper o jeans. Era difícil ela não o sentir entre as nádegas, com aquela sua calça tão fina e colada. Perdi o controle e comecei a empurrar de propósito, com força. Tinha quase certeza de que ela iria se virar e me dar um tapa na cara.

Mas nada de ...


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