Surpresas da Vida (A Viagem 6/A Festa.) 24 de Julho 2016.

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[Ao chegarem ao galpão, os garotos viram que a festa prometia: Muita gente, fartura de comes e bebes e o forró já tocava no ambiente, mas como nem tudo são flores, Josias e Isaias estavam lá para desgosto de J. Pedro].
A festa estava tomando forma, senhores e senhoras conversavam animadamente, casais dançavam sob uma fraca iluminação, intencionalmente para dar um ar mais íntimo, alguns jovens namoravam e rodinha de rapazes e garotas espalhados dentro e fora do galpão.
Maxswell animado com o terreiro florido de garotas disse:

– Nossa JP, aqui está recheado de gata, só princesinhas de tudo que é tipo, vou querer vir todo ano na fazenda de sua família “Peixinho”… Acho que vou arrochar umas “bichinhas” hoje…
José Pedro ficou enciumado com o papo de Max e fez cara feia, Arthur vendo a reação começou a rir chamando a atenção do atacante.
– por acaso falei alguma merda Arthur?! Está rindo de quê? Acha que eu não consigo?
– Não é tiração de onda Max, acredito em você, um cara boa pinta e sarado como você não teria problema para arrochar e arranjar uns “barbudinhos” para esquentar a rola, mas você não sabe como a “banda” ainda toca aqui.

Dependendo do que acontecer, o macho pode sair daqui de três maneiras: Capado, casado ou no caixão…

Então cuidado ao dar uma de macho pegador aqui, pois dependendo da “presepada”, o touro pode virar boi.

Maxswell ficou com cara de quem não entendeu porra nenhuma enquanto Arthur se afastava em direção a uma barraca de churrasco.

– Touro? Boi? Que porra o Arthur quis dizer JP?

Ainda chateado José Pedro respondeu:

– Descubra atacante, você é inteligente para descobrir oque ele quis dizer, é só botar “Pink e cérebro” para funcionar…
Enquanto isso na fazenda, os familiares de JP estavam prontos para as festividades, já totalmente vestido, José Pedro falou:
– Se todos estão prontos, pegarei a chave do carro para irmos, onde está Luciana?

Todos se ficaram olhando sem palavras e notando que havia algo estranho José Pedro perguntou.

-E então Luciana, algum problema? Aconteceu algo na minha ausência?
Luciana nunca foi de mentir ao esposo, mas sabia que caso falasse da “proeza” de JP, ele não iria deixar barato, pois apesar de ser um pai amoroso, era muito rígido a alguma falta de José Pedro.
Ela então preferiu apesar de meio a contragosto ocultar a verdade.

– Houve um acidente com o carro, eu estava dirigindo quando uma vaca saiu do matagal, foi muito rápido, mas apesar do susto consegui evitar o pior…
– Você se machucou Luciana? JP estava com você?

– Não, estava sozinha graças a deus…

– Carro se compra outro, fico aliviado por estarem bem.

– O carro está inteiro, não aconteceu nada de grave, está seguro para dirigir, vamos poder sair nele normalmente.

Após verificar o carro, Seu José Pedro viu que estava seguro andar no veículo, e com todos em seus lugares tomaram o caminho da festa.
Na festa, José Pedro conversava com Max em meio à música que ecoava pelo galpão enquanto Arthur um pouco ao longe conversava com algumas garotas tomando uma latinha de cerveja.
A conversa rolava até o momento em que descaradamente Josias e Isaias se aproximaram de JP atrapalhando o papo.

– Boa noite “patrãozinho”… Meu nome é Josias e esse aqui é meu irmão Isaias, nós trabalhamos para o seu avô lá no estábulo, qualquer coisa que você precisar, um garanhão ou um jumentinho para cavalgar, é só falar com “nóis”.

E se quiser tomar leite quente na “teta” é só falar “tumbém” concluiu Josias dando uma “pegadinha” em sua jeba para a raiva de JP.
– Obrigado,

“se” eu precisar saberei onde achar os dois, pelo cheiro não será difícil…

Ao ouvir a resposta de JP, Maxswell ficou espantado e olhou-o com reprovação.

Após os peões saírem Max falou:

– Oque foi isso JP, oque deu em você? Precisava tratar os garotos com arrogância dando uma de superior?

Esse não é o JP que conheço…

– Ninguém é bonzinho sempre Max, às vezes se está num mal dia…
Quando iria rebater JP, Max foi interrompido pela chegada de Seu José Pedro e familiares, que foram recebidos calorosamente pelos presentes e anunciado pelo forrozeiro.
– E entrando agora no salão, a pessoa responsável por todo esse arrasta-pé, sem ele não seria possível está festa que há dez anos já é tradição nas redondezas.

Mais palmas para Seu Alcântara!

Após as palmas, o avô de JP falou brevemente.

– Bem, todos aqui me conhecem, alguns há décadas quando eu ainda era um “cabra” modesto que nunca pensou chegar aonde chegou.

Não gosto muito de frescura e não sou muito bom com as palavras, só tenho a dizer que é um prazer ter todos aqui, meus empregados, amigos e seus familiares, então vamos deixar de enrolação e vamos festejar !

A música começou a ecoar no recinto e todos voltaram a dançar, a família de JP se acomodou em um canto mais “sossegado” do salão, onde Seu Alcântara conversava com velhos amigos.
D. Luciana conversava animadamente com seu esposo e descontraída devido à música e alegria do local, convidou-o para dançar no salão, ensistidamente.

Atento a cena, Josias na cara de pau, aproximou-se do casal e convidou-a para dançar não sem antes educadamente pedir a permissão de Seu José Pedro, que achando graça e coragem na atitude do rapaz, aceitou e disse a Luciana.

-Olha aí “Lucy”, você não queria tanto dançar?! Aproveita a oportunidade…
Luciana ficou com a expressão com misto de ódio e espanto pelo cinismo daquele peão que apesar de ter feito oque fez a ela, tinha a cara de pau de aproximar-se novamente dela.

Seu José Pedro insistiu, seguro que não haveria problema algum, afinal era um jovem peão, era uma festa e que não representava nada, nem sequer uma ameaça, era um reles garoto, não era ameaça a seu “território”, pois sua mulher jamais daria trela a um subalterno.
Sem alternativa, Luciana concordou e foi sendo levada ao salão pelas mãos de Josias, que irradiava satisfação, afinal iria dançar com a filha do patrão, coroa gostosa e com certeza desejada por muitos.
O pé de serra tocava no centro e sem cerimônia arrochou ela pela cintura e começou a dançar onde aproveitando a penumbra, Josias alisava Luciana discretamente com a mão direita além de sarrar nela que sentia aquela protuberância, aquele inchaço em suas pernas.

Discretamente Luciana atacou Josias:
– Quem você pensa que é seu “merdinha”?! É muito atrevimento seu você chegar e me tirar para dançar na frente de meu marido, seu peãozinho limpador de chiqueiro…
Descarado e sem se importar com as ofensas Josias responde:

-Danado D. Luciana, que “égua” cheirosa você é… O “Dotô” é um cabra de sorte, ter uma cavala como a senhora todo a noite na cama, só de sentir esse cheiro gostoso estou de rola dura, meus bagos estão inchando…
Naquele momento, José Pedro viu sua mãe dançando com o peão, tal cena o deixou cego de raiva, o nadador fez menção de se dirigir até os dois, estava transtornado, mas foi impedido por Arthur.
– Me larga Arthur! Me deixa ! Você não está vendo?!

Max que já dançava com uma garota “pescada”,ao longe viu a confusão e após pedir licença e pedir a garota ...


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